Interlogue

                       Primeiro momentum /mə(ʊ)ˈmɛntəm/

                                                 A Luz procedente da boca do infinito

 Do primórdio veio a palavra, depois o Verbo que habitava em tudo, e o Verbo era feito de Luz.
Ela estava no princípio em que o verbo se transformou em imagem e a imagem em texto moldável de caracteres ornamentados e letras geometricamente alinhadas representando figuras. 

Foi então que tudo foi criado pela luz, sem ela nada do que foi feito se fez.

Nela estava a vida, e a vida era a luz da existência.

Então a luz resplandeceu nas trevas, e para que ela e as trevas se compreendessem esta criou as sombras.

Sem sombras a sua existência lumínica não podia existir. Foi assim que criaram um pacto de dualidade.

Houve um ser enviado da Luz juntamente com a sua sombra.

Este veio para testemunho, para testificar a luz, e para todos poderem apreciar através dele. Não era ele a luz, mas o que iria registar a luz através de imagens.

Estando no mundo, e no mundo que conheceu, construiu o seu próprio mundo.

E a todos os que o compreenderam deu-lhes a transcendência de serem feitos de barro, juntamente com a força da pedra, e a luminosidade da cal.

E no Verso se fez casa, e habitou entre nós como sendo o que vem após mim e antes de mim, porque este foi primeiro que eu.  Adaptação João 1:1-16




       WELCOME ALL ON BOARD

Sejam bem-vindos caros colegas de salão de chá, bailarinos cósmicos, poetas, músicos, oradores e artistas da vida e também a todos aqueles presentes sem rotulo!

Este espaço é também destinado a quem ama a ciência não excluindo a holística, que considera que somos todos seres espirituais no vasto universo.

 Também aos que se importam com a natureza, e a comunidade local e global, do mundo manifesto e do subtil mundo invisível.

Aos que gostam de fazer perguntas e observações sobre a essência do que é percebido e experimentado, e que celebram a observação nas estações do coração, para não mencionar os quatro ventos e os contínuos ciclos da vida, que estão comprometidos em contribuir para uma vida sustentável na Terra.

A quem valoriza a prática da transcendência do ser também é bem-vindo, assim como aqueles que gostam de se envolver no aqui e agora — tanto nas pequenas como nas grandes questões da vida.

Esta é uma casa aberta de minha parte para vocês.


       O Porquê de um interlogue e não um prefácio

 

Imagine-se num apeadeiro. Em que o próximo comboio que passar é o meu proveniente da boca do infinito rumo ao futuro. O apeadeiro é só seu digamos que um tipo de meeting point em que a sua viagem pessoal se cruza com a minha.

 

De A para B de B para C

Entre e acomode-se em breve prosseguiremos viagem.

A viagem irá ser feita em sucessivas analepses ou interpretações cronológicas, pois o pretendido é convidá-lo a participar em vários momentos de aquilo que foi o meu percurso até aqui.

Para o decorrer da trama, seja ela em filmes, obras literárias, fotografias ou outros meios, segmentámos o comboio obviamente pelas várias carruagens que funcionam também como arquivos de conteúdo e portefólio. Quanto mais longe estivermos da locomotiva mais perto estaremos da boca do infinito, e vise versa o faremos para chegar à força motriz da locomotiva.

É aqui que reside o mistério da compreensão do interlogue, cada vez que partimos do miting point rumo a uma outra carruagem quando regressamos ao mesmo transcendemos na viagem.

Esses efeitos secundários poderão ocorrer com frequência. Coisa de time travel não se preocupe o que interessa aqui é realmente a expansão da nossa consciência.

Aperte então o cinto e navegue connosco na autoestrada cósmica.

Deixe-se levar pela leitura.

 


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